Melhor comentário da semana… O PAÍS DO AGORA!

O melhor comentário da semana foi o do Fer, com certeza. Ele deu sua opinião sobre O PAÍS DO AGORA! Opiniões diversas são enriquecedoras e ele mostrou sua opinião, olha:

Posso ser o chato pessimista destoante do clima de euforia e de festa?

Explicando: eu sou economista.

Acho que você resumiu muito bem o que vivemos já no título do post: “O país do agora!”, que tem duas interpretações possíveis: uma de que estamos vivendo realmente o NOSSO momento na história; outra de que mais uma vez passamos por um surto de crescimento e desenvolvimento, que não irá se concretizar no longo prazo caso não trabalhemos para isso.

Sendo sincero? Acredito mais na segunda interpretação. Pq?

Esse clima de euforia do resto do mundo com relação ao Brasil não é inédito na história: já vivemos isso nos anos 50 (JK), já vivemos isso nos 70 (durante o Milagre Econômico). Foram períodos extremamente férteis em vários setores da sociedade, e que até hoje definem a cultura brasileira (quem são os grandes mitos da música, da literatura brasileira? Quando eles surgiram?
Mas continuamos cometendo os mesmos erros do passado. Não investir em áreas essenciais, não atacar a questão do subdesenvolvimento, da desigualdade…

Não adianta: nenhum país se desenvolve assumindo do nada a postura de país desenvolvido. Eu sei, super encanta esse boom que vivemos nas artes, arquitetura, design, música… é isso que o gringo que vem ao Brasil enxerga e se encanta. Mas para essas indústrias florescerem, é necessária uma classe média com poder de compra, com vontade para consumir isso. E taí o problema: não possuímos uma classe média. Eu sei, espanta, surpreende perceber isso quando se enxerga o Brasil do Rio e SP. O Brasil NÃO é só Rio e SP. Mesmo no Rio e SP, a “massa” real da população vive num limbo econômico que mal a permite ganhar o suficiente para pagar o básico. Podemos realmente chamar esse povo de classe média efetiva, com renda para gastar em serviços mais sofisticados e complexos?
E a questão principal é: os problemas que causam essa realidade estão realmente sendo atacados?

A resposta acho que cada um sabe muito bem.

Sei que é mega chato escutar o pessimista falando, eu sei… Mas acho importante a gente se situar onde estamos dentro da sociedade que a gente vive. Que a gente conclua que realmente, vivemos numa bolha de design, moda, elegância e sofisticação! Pelo menos iremos entender que a “classe média brasileira” não frequenta o Spot, não sai para a D-Edge nem compra na futura Topshop.

Quem sabe assim teremos a dimensão do problema que nos espera, e comecemos a trabalhar para que o “agora” se converta num “sempre”?

Abraços,
Fer.

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